Minha formação acadêmica começa na Escola da Comunidade Euclides da Cunha,
em Juiz de Fora - MG, onde dei os
primeiros passos na matemática, no português, no que chamávamos de primário. Às
professoras, que chamávamos "tia", sempre renderei minhas homenagens
porque toda grande marcha começa com o primeiro passo e o primeiro passo foi
dado graças ao amor e dedicação delas.
Em 1984, mudei para Brasília e fui matriculado no Colégio
Militar, onde me formei em 1989. Estava em Brasília num momento conturbado
entre o período militar e a "Nova República" e acompanhei como um
jovem adolescente, de muito perto do poder, as transformações políticas daquele
período. No Colégio Militar, começou a minha formação como cidadão.
Em 1990, entrei para a Academia Militar das Agulhas Negras - AMAN,
em Resende - RJ. Num exercício de
sobrevivência na Selva, a morte de um colega que dividia comigo o beliche me
despertou para a medicina. O fato envolvendo o cadete Márcio Lapoente da
Silveira teve repercussão nacional e internacional, e foi decisivo para minha
mudança de carreira. Em 1991, abandonei o curso da AMAN.
Após diversas tentativas no vestibular,
ingressei no curso de medicina da Universidade
Federal de Minas Gerais em Belo
Horizonte - MG em 1994, concluindo o curso em 2000. Durante a graduação,
fui bolsista da própria universidade (Programa
de Aprimoramento Discente - PAD - UFMG), da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), na linha de Doença de Chagas, tendo
participado de encontros, congressos e publicações.
Decidido a conhecer a realidade do
interior pobre de Minas Gerais, fui trabalhar em Chapada do Norte, uma cidade do Vale do Jequitinhonha. Lá vi pela
primeira vez a distribuição de cestas básicas e caminhões pipa brancos do
Exército que distribuíam água. Também conheci ali a realidade das migrações
temporárias quando os homens (e muitas mulheres) iam para a coleta de cana em
São Paulo e depois retornavam, deixando crianças solitárias e famílias tristes
e divididas no primeiro momento e felizes no segundo. Em Chapada do Norte, pela
falta de professor que ameaçava o fechamento do 2o grau, acabei dando aulas de
física à noite. Com isso, minha experiência foi além da medicina e entrou no
campo da educação e formação de jovens. Não querendo parar de estudar, durante
o período em Chapada do Norte, fiz um curso
de especialização em Saúde da Família, patrocinado pelo Ministério da
Saúde, e com apoio do município. O curso foi realizado em Diamantina - MG, a linda
cidade de Juscelino Kubitschek.
Em 2003, buscando conhecer o Estado e outra
experiência, mudei para Água Boa - MG,
cidade do Vale do Rio Doce, onde fiquei até 2004 quando o então prefeito perdeu
a reeleição e demitiu todos os servidores da saúde. Isso se tornou uma ação
judicial que se arrasta até hoje. Nesta cidade, trabalhei no Programa de Saúde
da Família e como plantonista no Hospital da cidade um final de semana por mês.
Além de atender urgência e emergência, também realizava partos, o que era
bastante estressante mas também ampliou minha experiência como médico.
Em outubro de 2004, entrei como médico
da família na unidade básica de saúde Copacabana, da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Saindo da experiência como
médico de uma cidade pequena, onde tinha contato direto com o prefeito, e
tínhamos plena liberdade de trabalho, cai numa cidade com processos bem
estruturados e com uma gerente de unidade que mandava e desmandava. Não foi uma
adaptação fácil e acabei optando por assumir, em março de 2005, um concurso
público em Contagem-MG, onde voltei
a ter uma unidade sem gerente, onde eu e a equipe podíamos organizar nosso
processo de trabalho com liberdade. Ainda em 2005 iniciei atividades numa
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Contagem-MG.
Iniciei como contrato administrativo, e depois em 2006 entrei por concurso público.
Meu trabalho nesta UPA me levou a ser convidado a trabalhar em um grande
hospital particular de Belo Horizonte, o Hospital
Mater Dei. Percebendo que era uma oportunidade de ampliar a minha
experiência passando a trabalhar também com clientela particular e de planos de
saúde, aceitei a proposta e em 2008 passei a ser parte da equipe de Clínica
Médica II daquela instituição. Em 2008, recebi também o convite para fazer
parte da Câmara Técnica de Medicina de
Família e Comunidade do Conselho
Regional de Medicina de Minas Gerais, onde fiquei até 2013, ao final do
mandato do Conselheiro que havia me convidado.
Devido ao meu trabalho em Contagem, fui
convidado, em 2012, pelo Núcleo de
Estudos em Saúde Coletiva - NESCON - UFMG, para ser teleconsultor de Medicina de Família e de Clínica Médica, onde atuo
até hoje. Isso me deu a oportunidade de conhecer os problemas e dificuldade de
vários colegas médicos pelo interior do país, não só de MG, mas de toda área de
atuação do NESCON.
Em 2008, para me motivar a estudar,
resolvi me inscrever no Concurso para
Obtenção de Título de Especialista em Clínica Médica, da Sociedade
Brasileira de Clínica Médica, e obtive aprovação, tornando-me oficialmente
especialista em clínica médica.
Quando foi implantada a residência médica
(RM) em Medicina de Família e Comunidade no Hospital Municipal de Contagem, fui
convidado a participar da preceptoria,
tendo tido o orgulho de participar da formação de cinco residentes. Devido à
falta de inscritos no concurso de RM, o programa acabou suspenso.
Em 2013, fui convidado a assumir a
direção técnica do Centro de Consultas Especializadas Iria Diniz (CCE Iria
Diniz). Após recusar alguns convites, reconsiderei a experiência e aceitei o
desafio. Para me qualificar ao cargo, procurei cursos na área de gestão e
entrei no curso MBA Executivo em Saúde
da Fundação Getúlio Vargas - FGV em
outubro de 2013 e o estou cursando. A previsão é de conclusão ao final de 2015.
Em 2014, fui chamado pelo Secretário
Municipal de Saúde de Contagem e informado que tinha sido um dos escolhidos
pelo município para fazer um curso no Hospital
Sírio Libanês - SP. Assim fiz o Curso
de Gestão de Programas de Residência Médica no SUS (PGRM), tendo concluído
após aprovação de Trabalho de Conclusão de Curso - TCC e Projeto Aplicativo -
PA, no mesmo ano. Em 2015, devido ao meu aproveitamento no curso, fui convidado
pela Direção do Sírio Libanês para o Curso
de Aperfeiçoamento em Processos Educacionais em Saúde (APES), e aceitei.
Permaneço como diretor do CCE Iria
Diniz, como médico plantonista da equipe de Clínica Médica II, como estudante
do curso MBA Executivo em Saúde da Fundação Getúlio Vargas, e do curso de
Aperfeiçoamento em Processos Educacionais em Saúde do Hospital Sírio Libanês.
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